Let them BE…

Pergunto-me porque tantas vezes criamos etiquetas para rotular pessoas. Não se iludam, todos o fazemos uma vez ou outra, é algo indissociável do ser-se humano. Mas, por vezes, parece-me demasiadamente imediata a forma como julgamos os outros sem os conhecermos verdadeiramente. Porque a essência de cada um é o que de mais pessoal existe e, na maior parte dos casos, até a própria pessoa nem a conhece bem. Reparem como a maior parte das pessoas se caracteriza de forma tão redutora: “Sou bem-disposto, extrovertido e teimoso” são os adjectivos que mais ouço quando alguém se auto-caracteriza.
Tenho estado a pensar muito nestas coisas e, em particular, como também já rotulamos os bebés mesmo ainda antes de nascerem…!

Pois que é o cor-de-rosa para menina e o azul para menino… E, já se sabe, os meninos são mexidos e traquinas… As meninas são doces e calmas…

Porque é que simplesmente não aceitamos o ser humano com humildade e mente aberta, esperando para ver no que se torna ao crescer? Acredito que o meu bebé já tem a sua personalidade própria – há coisas inatas em cada um de nós – mas prefiro esperar que me surpreenda e me indique então o caminho a seguir como mãe… Sim, vai ser ele a ensinar-me a ser mãe. A ser a SUA mãe.

Abaixo o Ben Harper a tocar uma música do Bob Dylan com a sua mãe. Arrepio-me sempre que a ouço…

Espero que o meu filho um dia “toque a mesma canção” que a sua mãe… E esperar é só o que posso fazer.

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