azul

E no meio de um dia igual a tantos outros, no intervalo do cansaço que nos impulsiona a caminhar daqui ali, uma pausa.

Há uma cor que, de repente, me invade os sentidos. Ela está por todo o lado, acima e abaixo, dentro de mim.

E é nessa calmaria que fico, à espera, observando.

Gaivotas contam segredos a ouvidos atentos e curiosos. No céu, as nuvens fecham. No rio, as águas expandem.

O azul que em mim habita, esse… ficará para sempre.

It´s coming…!!

E eis que o Outono se aproxima e com ele toda a magia e conforto dos dias mais frescos.

A época é de recolha, de livros, malhas e botas. As folhas começam a cair ao sabor de ventos misteriosos.

E eu danço. Mulher, grávida do meu principezinho… Danço enquanto espero, paciente, expectante… Dançando celebro a vinda de uma estação que adoro… Dançando celebro a VIDA do meu filho…

Juntos iremos abraçar os encantos deste mundo!

(A propósito, tenho um cantinho novo no Pinterest, onde vou coleccionando imagens que gosto. Não deixem de passar por).

Let them BE…

Pergunto-me porque tantas vezes criamos etiquetas para rotular pessoas. Não se iludam, todos o fazemos uma vez ou outra, é algo indissociável do ser-se humano. Mas, por vezes, parece-me demasiadamente imediata a forma como julgamos os outros sem os conhecermos verdadeiramente. Porque a essência de cada um é o que de mais pessoal existe e, na maior parte dos casos, até a própria pessoa nem a conhece bem. Reparem como a maior parte das pessoas se caracteriza de forma tão redutora: “Sou bem-disposto, extrovertido e teimoso” são os adjectivos que mais ouço quando alguém se auto-caracteriza.
Tenho estado a pensar muito nestas coisas e, em particular, como também já rotulamos os bebés mesmo ainda antes de nascerem…!

Pois que é o cor-de-rosa para menina e o azul para menino… E, já se sabe, os meninos são mexidos e traquinas… As meninas são doces e calmas…

Porque é que simplesmente não aceitamos o ser humano com humildade e mente aberta, esperando para ver no que se torna ao crescer? Acredito que o meu bebé já tem a sua personalidade própria – há coisas inatas em cada um de nós – mas prefiro esperar que me surpreenda e me indique então o caminho a seguir como mãe… Sim, vai ser ele a ensinar-me a ser mãe. A ser a SUA mãe.

Abaixo o Ben Harper a tocar uma música do Bob Dylan com a sua mãe. Arrepio-me sempre que a ouço…

Espero que o meu filho um dia “toque a mesma canção” que a sua mãe… E esperar é só o que posso fazer.

Ana da minha infância

Cresci com a companhia da Ana dos Cabelos Ruivos. De todos os desenhos animados, é deste que guardo as melhores memórias. A Ana era a irmã que nunca tive, a minha melhor amiga.

“Uma menina de 11 anos com cabelos ruivos, sardas e uma mente tão imaginativa quanto um cientista em busca de conhecimento chega a uma terra onde as tardes são calmas, os pores do sol, alaranjados, as florestas, aconchegantes e os rios correm no ritmo suave do povoado. Sua boca é uma matraca e seus sonhos são maiores que moinhos de vento. Anne vai crescendo… e crescendo… e de patinho feio revela-se um elegante e atento cisne, pronto para abrir suas asas e voar para além das veredas. Mas a vida é feita de artimanhas, e a nossa garotinha adotada pelos irmãos Marilla e Matthew tem algumas cercas para pular, sem jamais deixar seus sonhos desvanecerem, como algumas criaturas os deixam…” via Wikipédia

Agora, já na casa dos 30 e com um bebé a caminho, descubro a versão filme…