nesting

(imagem retirada daqui)

Enquanto me pergunto se dou continuidade a este blog ou não – há blogs que o fazem tão melhor que eu, como aqui ou aqui – a mim só me apetece mesmo é fazer o ninho. Mais do que uma necessidade práctica, é um recolhimento quase obrigatório que muito aprecio. As distracções são muitas, as listas de afazeres não acabam e o tempo continua a correr, desinteressadamente, muito cheio de si, com um ego tão grande que não espera por ninguém…

 
Sou levada a pensar como gerir tantas mudanças que se aproximam, como me organizo física e mentalmente para ter tudo preparado a tempo… e depois como encaixo tudo isso na minha necessidade de aproveitar simplesmente estes últimos tempos, de relaxar e apenas sentir a vida que pontapeia dentro de mim. Vou ter tantas saudades…

 

Será que o ninho que uma mãe começa a fazer durante a gravidez, pouco a pouco ou de uma assentada só, na realidade não se finaliza nunca? Talvez sejam ninhos que se constróiem com o próprio tempo, aproveitando uma rajada de vento aqui e ali para acrescentar pedaços, renovar, investir… É um trabalho de paciência que talvez nem todo o tempo do mundo ajude a concretizar!

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Slowly…

Por esta altura do ano e com uma barriga que cresce a olhos vistos, a única coisa que me apetece é abrandar…

Ir devagar com os movimentos e, principalmente, com os pensamentos e ideias que me povoam a mente.

Fechar os olhos, respirar fundo e olhar bem para dentro de mim… entrar em contacto com o interior da mulher que sou… entrar em contacto com o meu bebé…

Tem sido uma gravidez tranquila, não sou demasiado preocupada enquanto futura mãe, julgo. Sei que não tenho todas as respostas mas estou a apreciar também o desconhecido. Sou informada mas não quero saber demais. Quero viver a minha experiência, ser uma espécie de exploradora que se aventura pelo desconhecido, usando alguns recursos que a vida lhe deu. Sou curiosa, quero muito conhecer e descobrir o meu tesouro mas ao meu próprio ritmo…

Devagar… respirando fundo…

Ainda não fiz nada para o meu bebé e, acreditem, projectos e ideias não me faltam. Também ainda só imagino como será o seu quarto e não lhe comprei quase nada (nem quero que tenha coisas a mais).

Por agora, gostava de ficar por aqui. À beira mar sentada, com os pés fincados na areia e a escutar os murmúrios das ondas do mar.

 

mommy

Há tantas coisas que guardo só para mim com a minha gravidez…

Convosco partilho algumas fotos e ideias, com a minha família próxima partilho emoções e experiências mas há muito do que sinto que é só meu. Algo que só as mulheres sentem, que muitas mães vão perceber de imediato porque também sentiram o mesmo… Tantas, mas tantas, são, certamente, só minhas porque apenas eu caminhei nas minhas sandálias estes anos todos.

Anseio por todas as transformações, interiores e exteriores. Aguardo calmamente. Respiro fundo. Esta experiência é minha e quero vive-la à minha maneira.

Respiro fundo novamente…

Caminhar sobre nuvens sabe tão bem!

Quando nasce uma mãe

A partir de que momento nasce uma mãe?

Quando põe o seu bebé neste mundo? Quando o olha e segura nos braços pela primeira vez?

Ou uma mulher que carrega no seu ventre um ser que ainda não conhece mas por ele já sente amor?…

Eu acho que me tornei mãe quando o meu coração começou a dançar assim: