Slowly…

Por esta altura do ano e com uma barriga que cresce a olhos vistos, a única coisa que me apetece é abrandar…

Ir devagar com os movimentos e, principalmente, com os pensamentos e ideias que me povoam a mente.

Fechar os olhos, respirar fundo e olhar bem para dentro de mim… entrar em contacto com o interior da mulher que sou… entrar em contacto com o meu bebé…

Tem sido uma gravidez tranquila, não sou demasiado preocupada enquanto futura mãe, julgo. Sei que não tenho todas as respostas mas estou a apreciar também o desconhecido. Sou informada mas não quero saber demais. Quero viver a minha experiência, ser uma espécie de exploradora que se aventura pelo desconhecido, usando alguns recursos que a vida lhe deu. Sou curiosa, quero muito conhecer e descobrir o meu tesouro mas ao meu próprio ritmo…

Devagar… respirando fundo…

Ainda não fiz nada para o meu bebé e, acreditem, projectos e ideias não me faltam. Também ainda só imagino como será o seu quarto e não lhe comprei quase nada (nem quero que tenha coisas a mais).

Por agora, gostava de ficar por aqui. À beira mar sentada, com os pés fincados na areia e a escutar os murmúrios das ondas do mar.

 

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Educação Intuitiva :: partilhar o sono

(pintura de Klimt)

A Educação Intuitiva defende a partilha do sono entre pais e bebés. Prática usada em muitas culturas, a proximidade entre o bebé e o seu porto seguro proporciona uma melhor noite de sono a toda a família. Investigações recentes demonstram que o risco de SMSI (Síndrome de morte súbita infantil) é reduzido para o bebé nestes casos. Eis a informação que encontrei acerca disto:

“A partilha segura da cama requer:

– não fumar junto do bebé;

– não consumir drogas ou álcool;

– um colchão firme sem roupas de cama fofas nem animais de peluche;

– utilizar medidas de segurança, tais como protecções na cama ou a colocação do bebé num local seguro na cama da família;

– evitar espaços de qualquer tipo, por exemplo, entre o colchão e a estrutura da cama ou guias laterais que podem facilmente deslizar para fora do colchão;

– nunca deixar o bebé numa cama de adulto sem supervisão;

– nunca colocar o bebé a dormir num sofá ou cadeira.

 

Vantagens para o bebé:

– estudos indicam que as culturas em que os pais dormem com os bebés têm uma incidência reduzida de síndrome de morte súbita infantil (SMSI);

– existem mais períodos de sono leve benéficos para criar um ritmo cardíaco estável e padrões respiratórios estáveis;

– a amamentação é mais bem estabelecida através de mamadas frequentes, que são facilitadas através da partilha da cama;

– os bebés sentem-se quentes e seguros, por isso choram menos.

 

Vantagens para os pais:

– mais sono;

– melhora a duração e quantidade das mamadas;

– a mãe preocupa-se menos com o seu bebé;

– os pais desenvolvem uma ligação mais estreita com o bebé.”

 

Educação Intuitiva :: babywearing

(‘Close to my Heart’, de Nicki Macrae)

Transportar o bebé ao colo. Que maravilha, podermos passar nove meses com ele no ventre e depois não termos que nos “desligar” deste laço umbilical que sabemos que dura para sempre…!

Pessoalmente, é um dos aspectos da maternidade pelo qual mais anseio – poder andar com o meu bebé tal como uma mãe canguru. Já tenho em vista alguns modelos de slings e desconfio que até se podem transformar num belo acessório de moda!

Aqui fica um texto que encontrei sobre transportar o bebé ao colo e o contacto afectivo:

“Transportar o bebé pegando-o ao colo ou utilizando porta-bebés de materiais suaves que mantém o seu bebé próximo, satisfaz as necessidades do bebé quanto a contacto físico, segurança, estimulação e movimento, que promovem o óptimo desenvolvimento do cérebro. Os bebés a quem é dado muito colo choram menos. O contacto afectivo através da massagem do bebé é uma outra forma excelente de acalmar o bebé e promover o seu desenvolvimento.

– dar colo o bebé ajuda a satisfazer as necessidades do bebé de proximidade, contacto e afecto;

– dar colo ao bebé promove e reforça a ligação emocional dos pais com o bebé;

– o movimento que resulta naturalmente de transportar o bebé ao colo estimula o seu desenvolvimento neurológico;

– os bebés choram menos quando transportados ao colo;

– pegar no bebé ao colo ajuda a regular a sua temperatura e ritmo cardíaco;

– o bebé sente-se mais seguro;

– transportar o bebé ao colo facilita as saídas e viagens.

Os bebés que recebem contacto afectivo através da massagem, colo e outras formas de contacto físico afectuoso, ganham peso mais rapidamente, são mais calmos a têm um melhor desenvolvimento intelectual e motor.”

 

Educação Intuitiva :: amamentação

(imagem retirada da net)

A amamentação é o melhor seguro de saúde que podemos dar ao nosso bebé. Satisfaz todas as suas necessidades a nível de nutrição e imunidade. Para além do contacto físico, essencial tanto para o bebé como para a mãe.

 

“Vantagens para a mãe e família:

– poupa dinheiro – o suficiente durante um ano para comprar um grande electrodoméstico;

– poupa tempo – não há leite para preparar ou biberões para levar;

– práctico em casa e em viagens;

– activa hormonas maternas que promovem comportamentos de ligação e acalmam a mãe;

– ajuda a mãe a descansar mais;

– ajuda a proteger a mãe contra o cancro da mama.

 

Vantagens para o bebé:

– concebido biologicamente para o bebé humano, contém os nutrientes necessários e na quantidade adequada; é de fácil digestão;

– confere imunidade a certas doenças e viroses;

– protege contra alguns tipos de cancro, de acordo com as mais recentes investigações;

– mantém o bebé próximo da mãe e oferece conforto;

– ajuda a fortalecer os maxilares, olhos e a formação dos dentes;

– menos probabilidade de desenvolvimento de alergias.

Evite reger-se pelo relógio ou calendário. Siga as pistas do seu bebé em vez do relógio ou calendário.

O desmame é um processo mútuo, determinado pela preparação do bebé e da mãe (“Desmame ou cooperação”). O código da Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) recomenda a amamentação até aos dois anos de idade, no mínimo.”

Para apoio e esclarecimento de dúvidas em relação à amamentação, têm a La Leche League Portugal.

 



Educação Intuitiva :: reacção emocional

(imagem retirada da net)

Como já vimos anteriormente, preparar a gravidez e zelar por ter uma alimentação saudável, são passos importantes na caminhada da maternidade. Sempre que possível, a mulher deve preparar-se física e mentalmente antes de conceber uma criança. Quanto mais informada estiver acerca das suas opções, melhor poderá decidir o que é melhor para si e para o seu bebé. Para isso, a leitura e aulas de preparação para o parto e amamentação poderão ser uma boa ajuda, por exemplo.

Quando descobri, há uns tempos atrás, a educação intuitiva percebi que era o caminho que queria seguir como mãe. Trata-se de acreditar nos meus instintos e não seguir o que está pré-estabelecido pelos “especialistas” da área… Porque desde os tempos mais remotos, as mulheres transportavam os seus bebés, amamentavam-nos e dormiam com eles para melhor os proteger… Porque milhares de mulheres antes de mim fizeram-no impelidas pelo nosso instinto animal … Porque a ciência evolui imenso mas, a nível de humanidade, está a afastar-se cada vez mais da essência…

Eis o que encontrei sobre a reacção emocional da mãe perante o seu bebé:

“Compreender e responder de forma sensível às necessidades emocionais do seu bebé é a pedra basilar da Educação Intuitiva. Lembre-se de que chorar é a forma do seu bebé lhe dizer que está perturbado. Criar um laço ou ligação forte com o seu bebé é mais do que simplesmente cuidar das necessidades físicas do bebé; inclui também passar tempo agradável interagindo com o seu bebé ou crianças diariamente. O processo de ligação é consideravelmente potenciado quando os pais iniciam a brincadeira e interacções animadas. Não tenha receio de se apaixonar pelo seu bebé.

As origens e motivos comuns para o coro incluem fome, cansaço, desconforto e solidão. Outros motivos para  choro são:

– stress devido a excesso de estimulação;

– sentir o stress da mãe;

– necessidade de que lhe peguem ao colo ou o deitem;

– necessidade de contacto pele contra pele para se sentir seguro;

– gases ou cólicas;

– “muito necessitado” é o termo utilizado para descrever o temperamento dos bebés que estão frequentemente irrequietos. Estes bebés podem necessitar de muito contacto físico próximo, movimento ou a atenção afectuosa. Podem também ser sensíveis a um certo alimento sólido ou alimentos ingeridos pela mãe.”


Educação intuitiva

Este livro estava na minha lista de preferências, mesmo antes de engravidar. O attachment parenting, conhecido em Portugal na expressão Educação Intuitiva, é um tema que me interessa muito e do qual falarei aqui na próxima semana.

No fundo, trata-se de perceber que podemos seguir os nossos instintos. Confiar na nossa natureza enquanto mulheres que já fazem isto há milhares de anos.

mommy

Há tantas coisas que guardo só para mim com a minha gravidez…

Convosco partilho algumas fotos e ideias, com a minha família próxima partilho emoções e experiências mas há muito do que sinto que é só meu. Algo que só as mulheres sentem, que muitas mães vão perceber de imediato porque também sentiram o mesmo… Tantas, mas tantas, são, certamente, só minhas porque apenas eu caminhei nas minhas sandálias estes anos todos.

Anseio por todas as transformações, interiores e exteriores. Aguardo calmamente. Respiro fundo. Esta experiência é minha e quero vive-la à minha maneira.

Respiro fundo novamente…

Caminhar sobre nuvens sabe tão bem!

Ana da minha infância

Cresci com a companhia da Ana dos Cabelos Ruivos. De todos os desenhos animados, é deste que guardo as melhores memórias. A Ana era a irmã que nunca tive, a minha melhor amiga.

“Uma menina de 11 anos com cabelos ruivos, sardas e uma mente tão imaginativa quanto um cientista em busca de conhecimento chega a uma terra onde as tardes são calmas, os pores do sol, alaranjados, as florestas, aconchegantes e os rios correm no ritmo suave do povoado. Sua boca é uma matraca e seus sonhos são maiores que moinhos de vento. Anne vai crescendo… e crescendo… e de patinho feio revela-se um elegante e atento cisne, pronto para abrir suas asas e voar para além das veredas. Mas a vida é feita de artimanhas, e a nossa garotinha adotada pelos irmãos Marilla e Matthew tem algumas cercas para pular, sem jamais deixar seus sonhos desvanecerem, como algumas criaturas os deixam…” via Wikipédia

Agora, já na casa dos 30 e com um bebé a caminho, descubro a versão filme…

ouvir na barriga da mãe

(imagem retirada da net)

“O equipamento que permite ao seu futuro bebé pôr-se à escuta do mundo encontra-se bem desenvolvido na altura em que chegar ao seu segundo trimestre de gravidez (…) por volta da décima oitava à vigésima semana de vida fetal, o seu bebé ouve e reage a sons do seu meio ambiente (…) O ritmo cardíaco da Mãe e o seu aparelho digestivo proporcionam um ruído de fundo constante, juntamente com o pulsar do afluxo sanguíneo que circula pelos seus próprios vasos.

O ritmo e o tom das vozes humanas são claramente perceptíveis no útero (…) Para o seu bebé , a sua voz é a mais facilmente identificável. Ao contrário dos sons exteriores, abafados até certo ponto, a voz da Mãe está ligeiramente amplificada. Se estiver a cantar, o som produzido no seu útero poderá atingir mais de 80 decibéis, o que é tão alto como o toque de um telefone ou o ruído de um aspirador. O seu feto ouve a sua voz tanto como um som aéreo, como sob a forma de vibrações que se deslocam directamente através dos seus órgãos, tecidos e ossos. Um bebé familiariza-se com a voz da mãe muito antes de sair do seu ventre.

Um bebé aprende a associar sons no útero a sensações de conforto ou de desconforto. O estado emocional da mãe é comunicado ao feto através das moléculas que ele segrega. Se a mãe estiver a participar numa conversa terna, afectiva ou a ouvir música agradável, o cérebro dela desencadeia a libertação de substâncias químicas que reflectem o seu estado de acalmia e de conforto. Estes mensageiros químicos percorrem os sistemas circulatórios materno e fetal, agora ligados pelo cordão umbilical, juntando os sentimentos do bebé aos da Mãe (…)

Encorajamo-la simplesmente a estar consciente de que o ser que transporta consigo está a escutar a sua vida. Sempre que possível, exponha-se a música agradável e não a sons tóxicos, ciente de que a experiência que está a ter está simultaneamente a ser vivida pelo seu futuro bebé.”

 

~ in Corpo, Mente e Espírito na gravidez e no parto, de Deepak Chopra

 

o sexo do bebé

Curiosidade à parte, tem sido engraçado ainda desconhecer o sexo do meu bebé. Enquanto a minha barriga cresce, vai crescendo também o meu amor por um ser que simplesmente o é. Existe como pessoa, ainda pequenina é certo, mas livre dos preconceitos que acabam por surgir com a definição do género.

Para as futuras mamãs e mulheres que desejam engravidar, vejam sobre o sexo do bebé aqui. Todo o site da Baby Center é, aliás, muito interessante.